21/10/2010

Novo Oficial do Programa DTAT


Oscar Sanchez fala de sua trajetória e das perspectivas para a cooperação com o Brasil
 
O novo oficial do programa Direito a Terra Água e Território (DTAT), Oscar Sánchez Tapia, 41 anos, traz no currículo a experiência de 15 anos dedicados a cooperação internacional no tema do desenvolvimento.

Antropólogo de formação, já assessorou o processo de fortalecimento de diversas instituições indígenas nas suas lutas por terra e território, a exemplo das experiências com Lomerío en La Chiquitanía e Emberá Wounaan.

Nascido na Bolívia, Oscar já trabalhou com organizações indígenas na Bolívia e no Panamá e com a cooperação internacional em SNU (Holandesa) e Heifer (Bolívia). Será responsável no Escritório Regional da ICCO em La Paz, pelo DTAT (Brasil) e pelo Programa Gran Chaco (Argentina, Paraguai e Bolívia), na área temática de Democratização e Construção da Paz.

Essa viagem de Oscar e Lies Kiebom, ex-oficial do programa no escritório ICCO na Holanda, faz parte do repasse das responsabilidades de acompanhamento dos Programas da Região América do Sul para o escritório regional.  Eles estiveram reunidos com 13 organizações brasileiras que executam o Programa DTAT para conhecer suas temáticas prioritárias e os resultados impulsionados com recursos do Programa.

Ainda em fase de transição, Oscar já se sente estimulado para aprofundar a compreensão da realidade brasileira.  Em visita a projetos, disse se impressionar com o trabalho do Movimento Sem Terra (MST). “Pra mim foi muito importante constatar de perto o trabalho que essa gente faz”, declara.

Oscar destaca também a força do trabalho institucional da CESE pela sua capacidade de articulação e discussão política. “Percebo que a CESE tem uma visão integrada da conjuntura e dos problemas. Não se percebe isso em todos os países e organizações”, afirma otimista.

Quando projeta o futuro da cooperação e da relação com o Brasil, Oscar dá uma pausa e com um sorriso esperançoso fala da capacidade econômica brasileira ao apontar o país como próxima potência mundial.  Mas completa: “Sabemos das desigualdades que persistem e da necessidade de avanços na luta por direitos no Brasil e que a cooperação internacional cumpre um papel importante, mas é importante reconhecer que a tendência é de diminuição de investimentos”.

Fonte: CESE